Médico conceituado da cidade de Franca-SP com pós-graduação. Opa, falando desse jeito desse cidadão aparentemente parece ser um ótimo profissional
ne? Mas como se diz por ai, as aparências enganam.
Agora é com você Doutor Júlio. Vem cá, como um medico como o senhor conceituado dessa maneira pode praticamente expulsar um paciente do seu consultório só porque não sabe responder as perguntas direcionadas ao senhor? Eu quero muito esta resposta, assim como imagino que meus amigos leitores transexuais também querem. Um médico que pega uma serie de exames em suas mãos e la se consta que a pessoa tem algum tipo de problema e mesmo assim se nega a dar respostas? E simplesmente quando questionado diz 'não venha mais ao meu consultório'?
Olha, meu senhor médico tão conceituado, eu acho que você deveria ter ao menos o mínimo de educação possível com nós transexuais, é um direito nossos encaminhamentos, e uma obrigação sua dar suporte e orientar-nos. É uma vergonha essa sua atitude preconceituosa. Você lê jornais, revistas, vê televisão? Ou ate mesmo faz pesquisas na internet?
Pois se não faz tudo isso deveria, você vive no século XXI caro amigo, são profissionais como você que envergonham profissionais de bom senso deste nosso país.
Espero eu e meus leitores que a partir desse post você pense bem nas suas atitudes incoerentes e procure tratar-nos com respeito e dignidade. Você se formou para salvar vidas e ajudar pessoas e isso inclui praticamente expulsar um paciente de seu consultório? Creio eu que não.
Deixo aqui registrado mais uma denúncia e junto a minha completa indignação com o fato que chegou ate mim agora. Ao senhor Júlio nós do Blog estamos abertos a ouvi-lo e entender melhor suas atitudes incoerentes
.
A todos profissionais pensem bem antes de tratar um transexual com falta de respeito, pois seu nome também poderá estar aqui.
segunda-feira, 5 de março de 2012
sábado, 3 de março de 2012
Aos Psicólogos:
Passei vários dias pensando sobre o que escreveria no meu post, pesquisei várias coisas e nada me agradava, até que como em um passe de mágica resolvi falar sobre este assunto. Conversando há um tempo com um amigo FTM daqui da minha cidade, Franca-SP, descobri que muitos dos psicólogos daqui tratam a transexualidade com uma simples frase: “Você é doente, tem que se conformar com isso”.
Fiquei indignado com essa resposta; vem cá senhores e senhoras psicólogos, como um profissional formado e com a mídia (Televisão, internet, jornal) a todo vapor sobre esse assunto, podem dizer uma frase ofensiva dessas?
É uma vergonha ouvir isto de um profissional que se diz tão capacitado e tão coerente, e sem dizer no constrangimento que passamos ao ouvir isto.
Estou aqui para cobrar de vocês mais estudo, mais coerência e mais capacidade de saber lidar com nós trans, pois merecemos muito respeito e desde já esclareço este post não é para todos os profissionais, mas se você leu e não gostou, com certeza você é um desses mal informados e sem nenhum conhecimento.
É como diz um famoso ditado “A carapuça serviu? Pegue e vista”. Agora aos profissionais que nos atendem com carinho e respeito deixo aqui minha enorme gratidão e respeito a vocês que lutam a cada dia como todos nós para que possamos ser reconhecidos e bem vistos na sociedade, vocês sim são um exemplo de bons profissionais.
Logo irei à busca de um psicólogo aqui em minha cidade onde o mesmo fato ocorreu com aquela frase ridícula e postarei aqui para vocês a minha experiência em relação a isto, mas podem esperar pois, se me tratarem com algum tipo de desrespeito postarei aqui nome e onde o profissional trabalha. Fico por aqui desejando muita força a todos nós trans e deixando uma frase para vocês: Busque aquilo que você pode fazer HOJE para que a Transformação aconteça!
É uma vergonha ouvir isto de um profissional que se diz tão capacitado e tão coerente, e sem dizer no constrangimento que passamos ao ouvir isto.
Estou aqui para cobrar de vocês mais estudo, mais coerência e mais capacidade de saber lidar com nós trans, pois merecemos muito respeito e desde já esclareço este post não é para todos os profissionais, mas se você leu e não gostou, com certeza você é um desses mal informados e sem nenhum conhecimento.
É como diz um famoso ditado “A carapuça serviu? Pegue e vista”. Agora aos profissionais que nos atendem com carinho e respeito deixo aqui minha enorme gratidão e respeito a vocês que lutam a cada dia como todos nós para que possamos ser reconhecidos e bem vistos na sociedade, vocês sim são um exemplo de bons profissionais.
Logo irei à busca de um psicólogo aqui em minha cidade onde o mesmo fato ocorreu com aquela frase ridícula e postarei aqui para vocês a minha experiência em relação a isto, mas podem esperar pois, se me tratarem com algum tipo de desrespeito postarei aqui nome e onde o profissional trabalha. Fico por aqui desejando muita força a todos nós trans e deixando uma frase para vocês: Busque aquilo que você pode fazer HOJE para que a Transformação aconteça!
sexta-feira, 2 de março de 2012
FONTE: VIRGULA.UOL
A modelo transexual Felipa Tavares, de 25 anos, é hoje um dos grandes destaques da agência “40 Graus”, no Rio de Janeiro. Aos 17, ainda vestindo-se como um garoto, alistou-se no Exército, tornou-se recruta e vivenciou o que lhe descreveram como “passagem para o inferno”.
Uma transexual no Exército? Não. Embora Felipa ostentasse cabelos compridos e se vestisse de maneira bem andrógina, ela era vista apenas como um homossexual extremamente feminino pelos colegas. E, apesar do ambiente machista, sua entrada não foi dificultada.
“Me alistei, sem querer ou imaginar que fosse ser chamada. E, mesmo sem conseguir fazer dois dos exercícios, eles me apontaram e disseram: ‘bem-vindo ao inferno, você está dentro do quartel’. Foi quando comecei a tremer e me perguntar o que estava fazendo ali”, revela com exclusividade ao Virgula LifeStyle.
Nos primeiros dias, teve um de seus maiores traumas: ver os lindos cabelos cortados e rapados. “Consigo lembrar da cara de prazer deles ao me verem careca”, recorda a top. Ela ressalta que também teve que abandonar o figurino unissex e a postura feminina. “A primeira vez que eu fui para lá, fui de calça apertada, bem andrógina”.
Apesar da difícil rotina que estava por vir, Felipa decidiu parar de se lamentar e encarar o desafio da melhor maneira possível. Com espírito aventureiro, juntou-se aos outros rapazes, realizou todos os exercícios e até se arriscou em assuntos bastante masculinos. “Convivi pela primeira vez com meninos, já que sempre estive na presença de meninas”.
“Tive que falar de futebol, ir pra rua, aprender a estar no meio deles. No começo me assustei, chorava, não gostava, mas aos poucos fui aprendendo a ter essa convivência amigável. Foi bom esse contato para o meu crescimento”, reflete.
‘MEU AMOR POR UM SARGENTO’
Das tarefas que mais gostava como recruta, ela ressalta o curso de escalador e os acampamentos em grupo. “Desenvolvi um espírito aventureira e gostava dessas experiências. Tanto que posso dizer que o curso de escalador foi o melhor de toda a minha vida”, garante.
Em uma das atividades, quebrou o pé e teve que ir à enfermaria. Mal sabia ela o que estava por vir... “O sargento entrou na sala e me aplicou três injeções de uma vez só. Desmaiei lá (risos). Depois, ele foi muito atencioso comigo e cuidou direitinho de mim”.
Em uma festa com temática LGBT, Felipa encontrou o mesmo sargento e não se intimidou em cutucá-lo. “Peguei-o pelo braço e disse: ‘Não vai me dar mais nenhuma injeção, hein? Ele ficou branco, amarelo, roxo (risos). Falou: ‘Pelo amor de Deus não conta para ninguém’ e ficou comigo”, recorda.
A história de amor escondido durou seis meses, sem interrupções ou preconceitos. Só terminou quando Felipa se interessou por outro rapaz do quartel, sem brigas. Hoje, eles são grandes amigos.
VIDA DE MODELO
Felipa garante que, da experiência masculina, ficou apenas o espírito aventureiro. Mas, ao responder se o Felipe seria um bom modelo, ela descarta a possibilidade, mas lembra de momentos curiosos dentro do quartel.
“Acho que não tinha nada a ver com ele... Se bem que eu já gostava de fazer pose no Exército. Tínhamos um fotógrafo, e eu pagava para ele bater foto minha. Tenho mais de 100 imagens de lá. Até foto com o pé quebrado (risos)”.
As passarelas estavam em seu caminho...
Transexuais na Mídia
O mundo do entretenimento, artes visuais, política dentre
outros que sempre ganham destaque na mídia mundial, está cheio de exemplos de
indivíduos trans buscando aceitação e
acima de tudo respeito. Os exemplos são vastos, desde modelos,
militantes, escritores, a cantores, jornalistas, etc.
Alguns, servem de inspiração para muitos de nós que ainda
são muito jovens e estão vendo agora, como o mundo realmente é. No meu caso,
minha inspiração vem da alemã Kim Petras.
Nascida na Colônia, Alemanha, no dia 37 de agosto de 1992,
Kim é a mais jovem pessoa de que se tem notícia a se submeter ao processo
cirúrgico de mudança de sexo. A garota de 19 anos, virou celebridade
instantânea ao ter sua vida pública em seu país desde muito cedo, devido ao seu
tratamento até então inédito em pessoas tão jovens, estima-se que com apenas 12
anos, seu tratamento hormonal começou a ser feito e aos 16 anos, como presente
de natal da família, Kim finalmente se submeteu a cirurgia de readequadação
sexual.
Muito mais que um caso sem precedentes, Kim é uma pessoa especial,
sempre meiga, simpática com a imprensa, a garota é sensação musical em seu
país, começou a cantar muito cedo, já
gravou disco independente e seu mais recente trabalho, o EP One Piece of Tape,
é sucesso de vendas na Itunes Alemã. Kim tem fãs espalhados por todo o mundo,
pessoas que se inspiram em sua história de vida, sua determinação, sua garra e
força, de encarar um mundo tão injusto e preconceituoso.
Existem muitos outros exemplos de transexuais lutando por
visibilidade na mídia, como é o caso do nosso amigo João W. Nery, autor da
biografia “Viagem Solitária” que conta sua própria história, baseada em suas
experiências pessoais, sua transição hormonal, as injustiças que passou e muito
mais, João é considerado o primeiro transexual FTM do Brasil.
Outra personalidade brasileira, com destaque mundial é a top
model Lea T, modelo transexual sensação das semanas de moda do mundo inteiro,
queridinha de editores de revistas como VOGUE e Marie Claire, Lea, filha de um
jogador de futebol famoso no Brasil, é muito humilde, pé no chão e exemplo de
vida. A modelo ainda não se submeteu a sua cirurgia de mudança de sexo, que já
estava marcada para o ano passado, complicações em sua saúde e agenda lotada
foram atribuídos como causa do adiamento.
Existem muitos outros exemplos de militantes e
personalidades trans no mundo da mídia, no Brasil e no mundo, não poderia citar
todos, mas, ao menos citei meus três favoritos que, com certeza, me inspiram a
lutar por igualdade e respeito todos os dias.
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
ASSTRAV de Belo Horizonte - MG
Olá leitores. Esse é o meu
primeiro post, estou animada, vai ser divertido dividir com vocês minhas
opiniões, informações e, principalmente, as minhas experiências de vida.
Sim eu decidi tomar um rumo
completamente diferente de qualquer coisa que já fiz anteriormente em blogs, eu
decidi tirar a prova de tudo que venha a ser questionado por mim, decidi ir
atrás de informações, pessoas, lugares, afim de enriquecer o conteúdo dos posts
e dar total credibilidade ao que eu
digo.
Bom a minha
primeira missão vai ser algo que muita
gente deve fazer assim que se assume transexual e tem a consciência que precisa
começar a lutar por si mesmo; buscar informação e auxílio corretos. Aqui onde
eu moro, em Belo Horizonte, existe um centro de apoio a causa transexual bem
conhecido, é o ASSTRAV (Associação dos Travesti e Transexuais de BH).
Quem me indicou primeiramente foi meu psicólogo, que me acompanha a pouco mais de 4 meses, eu procurei informações pela internet e consegui o endereço, telefone de contato e e-mail da associação, deixarei o link disponível para quem quiser dar uma olhadinha no fim do post. Achei que o primeiro passo certo seria enviar um e-mail para eles, dizendo meu nome, idade, e pedindo por respostas para minhas dúvidas, que são comuns dentre a maioria de todos nós, e eu enviei este e-mail, dia 5 de fevereiro de 2012, sim já fazem algumas semanas e ainda não obtive resposta, não foi um começo muito animador para mim, mas eu creio que o próximo passo seria uma visita ao local onde funciona a Associação, irei lá em breve e postarei detalhadamente tudo o que acontecer no dia, me desejem sorte, assim como desejo sorte a todos vocês!
Por hoje é só,
estou muito feliz em fazer parte de um projeto tão bonito e importante, vamos
nos unir e nos ajudar, este é o caminho.
Resposta a Paulo Fernando

Hoje estava eu aqui, como sempre pela internet, estudando mais sobre transexualidade e me deparo com o site desse cidadão ai, Paulo Fernando. Dizendo em meias palavras, o que é bem pior, que nós trans não merecemos o apoio do SUS para nosso processo de transição, que seria um dinheiro mau gasto.
Agora, vem cá, Senhor Paulo Fernando, alem de você não
entender bem do assunto, foi muito covarde de sua parte reenvindicar isso em
meias palavras e foi desonesto não se dirigindo diretamente a nós. Você colocou
isso como direito a moralidade ser cortado o nosso tratamento. De que moralidade
o Senhor estaria falando?
Será que o senhor sabe o que passamos? Será que sabe a represália, o preconceito, o tormento psicológico que passamos desde a nossa infância? E ainda assim mesmo o Senhor vem e escreve sobre esse assunto?
Acho que as pessoas que assinaram esta lei estão aptas e estudaram bem sobre o assunto, e esse cidadão vem me dizendo que qualquer pessoa pode acessar o SUS para submeter-se a uma cirurgia de mudança de genitália, já que de sexo no entender dele é impossível? Qual é o entender dele sobre mudança de sexo?Sobre transexualidade? Será que ele sabe o que significa disforia de gênero? Será que ele sabe que somos homens e mulheres presos em corpos diferentes? Que só o que procuramos é adaptar nosso corpo à nossa mente?
A resposta está bem clara. Este Senhor não sabe nada sobre o assunto e muito menos procurou saber antes de soltar essa matéria ofensiva.
E é bem verdade: pessoas com câncer e outros problemas também merecem sim um melhor atendimento e com mais dignidade, deixo aqui bem claro, mas nós também merecemos. Também enfrentamos muitas dificuldades e se o governo decidiu por isso, quem nós somos para julgar isso errado? Se a saúde não está lá aquelas coisas não é nossa culpa, só lutamos pelos nossos direitos e não vamos e nem devemos deixar isso de lado jamais!
Deixo aqui registrado minha indignação sobre esta matéria publicada. Por fim digo: quer publicar? Quer debater sobre o assunto? Saiba mais sobre ele e assim publique uma coisa sensata e diretamente direcionada a nós. Agora tentar esconder o pré-conceito atrás de leis? Essa foi feia, hein, Senhor Paulo Fernando!
Estou disponibilizando aqui o link da matéria para vocês darem uma olhada:
Será que o senhor sabe o que passamos? Será que sabe a represália, o preconceito, o tormento psicológico que passamos desde a nossa infância? E ainda assim mesmo o Senhor vem e escreve sobre esse assunto?
Acho que as pessoas que assinaram esta lei estão aptas e estudaram bem sobre o assunto, e esse cidadão vem me dizendo que qualquer pessoa pode acessar o SUS para submeter-se a uma cirurgia de mudança de genitália, já que de sexo no entender dele é impossível? Qual é o entender dele sobre mudança de sexo?Sobre transexualidade? Será que ele sabe o que significa disforia de gênero? Será que ele sabe que somos homens e mulheres presos em corpos diferentes? Que só o que procuramos é adaptar nosso corpo à nossa mente?
A resposta está bem clara. Este Senhor não sabe nada sobre o assunto e muito menos procurou saber antes de soltar essa matéria ofensiva.
E é bem verdade: pessoas com câncer e outros problemas também merecem sim um melhor atendimento e com mais dignidade, deixo aqui bem claro, mas nós também merecemos. Também enfrentamos muitas dificuldades e se o governo decidiu por isso, quem nós somos para julgar isso errado? Se a saúde não está lá aquelas coisas não é nossa culpa, só lutamos pelos nossos direitos e não vamos e nem devemos deixar isso de lado jamais!
Deixo aqui registrado minha indignação sobre esta matéria publicada. Por fim digo: quer publicar? Quer debater sobre o assunto? Saiba mais sobre ele e assim publique uma coisa sensata e diretamente direcionada a nós. Agora tentar esconder o pré-conceito atrás de leis? Essa foi feia, hein, Senhor Paulo Fernando!
Estou disponibilizando aqui o link da matéria para vocês darem uma olhada:
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