sexta-feira, 9 de março de 2012
Abrindo Mentes.
Vim aqui hoje falar com vocês de um assunto que mexe com a maioria de nós Ftms e Mtfs, Familiares, Amigos e muitas outras coisas que nos incomodam e às vezes nos machuca profundamente.
Quem de nós nunca ouviu 'você nasceu mulher, é mulher' ou 'você nasceu homem, é homem e se conforme com isso' e você mesmo depois de horas de conversa e de tentar explicar, sai de lá destruído e destruída? Este meu post é direcionado a vocês, Familiares e amigos de nós trans, e pra vocês também que nos apontam na rua como motivo de “Chacotas”.
Agora é com vocês: vêm cá, senhores familiares e amigos? Vocês realmente acham justo nos apontar e nos julgar pelo que somos, acham que realmente escolhemos nascer assim e passar por tudo que passamos? Acham que um dia acordamos e falamos 'vamos nos vestir de homem e mulheres e sair por ai'? Sinto informar a vocês, mas isto não foi uma escolha nossa. Se prestarem atenção e viajarem até nossa infância, perceberão que somos assim desde que nascemos, desde crianças, e crianças são inocentes e sinceras. Espero que abram seus olhos pra realidade, pois sermos trans não quer dizer que seremos pessoas piores, pois isso não tem nada haver com nosso caráter, dignidade e respeito para com os outros. Abram suas mentes, nunca deixaremos de ser filhos e filhas de vocês. E apontar, julgar, brigar, não vai melhorar em nada, mas se ficarem do nosso lado e tentarem ao menos entender tudo que sentimos já fará uma grande diferença em nossas vidas.
Quanto a vocês que nos apontam nas ruas, só tenho uma coisa a dizer a vocês: não devemos apontar nem julgar ou até mesmo criticar aquilo que não temos conhecimento, é uma falha muito grave do ser humano fazer este tipo de ação maldosa.
E deixo aqui meu sincero respeito a todos familiares e amigos de nós trans que nos apoiam, que estão sempre do nosso lado, pois é muito importante isso para todos nós, e espero que este post tenha aberto um pouquinho que seja a mente de todos.
Um forte abraço. O conhecimento gera no homem o respeito ao próximo.
Parabéns para todas nós
Me perdoem por ter saído um tanto quanto tardio mas só sobrou tempo de me dedicar a um post de tal importância como esse, agora.O dia internacional da mulher é como uma válvula de escape para todo o stress acumulado ao longo do resto do ano, eu costumo pensar em nós, MTF's como super girls rs.
Sim, é verdade, nossa rotina nem sempre é fácil, mas ainda assim conseguimos passar por tudo com um sorriso gentil no rosto e de preferência num salto alto, afinal, vaidade está no nosso material genético.
Eu digo do fundo do meu coração, para todas que estiverem lendo, não admitam que ninguém neste mundo te derrubem hoje, ou amanhã, ou qualquer dia, eles não tem ideia do quão grande é a nossa alma, o quão forte somos capazes de ser, quanta coisa vimos na vida ainda que jovens, somos heroínas num mundo superpovoado com vilões, enfrentamos a opressão, preconceito, ódio, tudo isso de cabeça erguida, porquê sabemos que nossos fins justificam nossos meios, o que somos não é errado, é lindo, inspirador.
Espero que tenham ouvido muitos "Feliz dia da mulher" por aí, e que tenham se deliciado com isso, se não, ouçam o meu "Feliz dia da Mulher" sincero, e acreditem em si mesmas, é esse o segredo para o sucesso, acreditar que você é digna dele.
Beijos, Priscila.
"Neomulheres" mostram que o sexo não é decidido no nascimento
FONTE: UOL
"Sentia-me muito mal usando roupas masculinas. Fui trocando meu armário aos poucos pelas femininas e percebi que me sentia bem com as novas peças, que caiam melhor no meu corpo", conta a modelo Felipa Tavares, de 25 anos, batizada de Felipe. "Não é fácil fazer essa mudança de um dia para o outro, mas sempre me senti mulher."
Antes de sequer pensar se Felipa deve ou não comemorar o Dia Internacional da Mulher, reflita sobre a provável trajetória de pessoas como ela. Foram consideradas do sexo masculino ao nascer, batizadas com nome de menino --e criadas como tal--, mas desde cedo sentindo que pertenciam ao gênero feminino. Sem mesmo tentar imaginar a discriminação que a maioria delas sofre diariamente, dentro e fora de casa, fica mais difícil julgar de maneira tão superficial se essas novas mulheres devem ou não se sentir homenageadas no dia 8 de março.
Antes de sequer pensar se Felipa deve ou não comemorar o Dia Internacional da Mulher, reflita sobre a provável trajetória de pessoas como ela. Foram consideradas do sexo masculino ao nascer, batizadas com nome de menino --e criadas como tal--, mas desde cedo sentindo que pertenciam ao gênero feminino. Sem mesmo tentar imaginar a discriminação que a maioria delas sofre diariamente, dentro e fora de casa, fica mais difícil julgar de maneira tão superficial se essas novas mulheres devem ou não se sentir homenageadas no dia 8 de março.
Em 1949, a escritora Simone de Beauvoir disse que ninguém nasce mulher, mas torna-se mulher. E, segundo antropólogos e sociólogos, assim realmente é. "Para a antropologia e a teoria de gênero, ser mulher ou homem é um aprendizado social, cultural e histórico", explica Heloísa Buarque de Almeida, professora de antropologia da USP. A própria transexualidade é uma radicalização dessa ideia: não basta simplesmente nascer com o corpo do gênero feminino. O que basta é sentir-se mulher."
A maquiadora Thaís Tomazonni, de 20 anos, também dividia a mesma sensação descrita por Felipa: “Desde pequena, sempre tive dificuldades em me adaptar ao comportamento masculino. Na minha adolescência, não tinha vontade de sair paras festas, por me sentir inadequada”, conta Thaís, que se comportava com a delicadeza que não se espera de um garoto. Para ela, ser mulher vai da escolha da roupa ao comportamento. E ela considera o Dia da Mulher muito importante. "Fico feliz cada vez que sou lembrada como mulher. É uma conquista muito grande."
Quem também defende a teoria é a empresária Agatha Lima, de 40 anos. Para ela, o importante é como cada um se sente e se vê. "As pessoas acham que ser mulher é ter um órgão genital feminino, mas não é bem assim. Ser mulher é ter uma identidade de gênero.”
O dia das neomulheres
Além de comemoração, o dia 8 de março marca a luta e manifestação pelos direitos femininos. Cristiane Gonçalves da Silva, professora e doutora da Unifesp/Santos, afirma que "é absolutamente justo que todas usem também essa data por reivindicações que permitam que elas sejam tão cidadãs quanto qualquer pessoa.”
Além de comemoração, o dia 8 de março marca a luta e manifestação pelos direitos femininos. Cristiane Gonçalves da Silva, professora e doutora da Unifesp/Santos, afirma que "é absolutamente justo que todas usem também essa data por reivindicações que permitam que elas sejam tão cidadãs quanto qualquer pessoa.”
Ariadna Arantes, 27 anos, é um dos exemplos de mulher da nova geração. Ao participar do “Big Brother Brasil", sua história despertou a curiosidade do brasileiro sobre o tema, levantou debates e a levou às páginas da revista “Playboy”, ensaio que serve como grande reconhecimento de sua natureza. "Ser mulher é ótimo. Não me sinto nem mais nem menos, me sinto eu mesma”, diz ela, que representou a "mulher do novo milênio" durante o desfile da escola de samba Vai-Vai.
Preconceito, ainda que tardio
Como qualquer mulher em uma sociedade machista, o desafio maior de quem se tornou uma continua sendo o preconceito. “Qualquer mulher sofre diversos tipos de discriminação. Imagine, então, quando ela nasceu com outro sexo", diz a professora de antropologia da USP. Apesar disso, o psicólogo da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar-Sorocaba) Marcos Garcia acredita que, para determinadas profissões, o preconceito está diminuindo. Para ele, carreiras tradicionalmente femininas, como manicure, cabeleireira e maquiadora, são mais receptivas, mesmo que ainda haja barreiras.
Preconceito, ainda que tardio
Como qualquer mulher em uma sociedade machista, o desafio maior de quem se tornou uma continua sendo o preconceito. “Qualquer mulher sofre diversos tipos de discriminação. Imagine, então, quando ela nasceu com outro sexo", diz a professora de antropologia da USP. Apesar disso, o psicólogo da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar-Sorocaba) Marcos Garcia acredita que, para determinadas profissões, o preconceito está diminuindo. Para ele, carreiras tradicionalmente femininas, como manicure, cabeleireira e maquiadora, são mais receptivas, mesmo que ainda haja barreiras.
“Sou maquiadora, trabalho em salão, e acredito que, por estar nesse meio, é bem mais fácil. Tenho uma boa clientela e nunca tive problemas”, conta Thaís. "Não me sinto menos mulher que as outras mulheres. Pelo contrário, acho que meu esforço diário não seria encarado com facilidade pela maioria delas". E mais uma característica une as novas mulheres a qualquer membro do sexo feminino: o anseio por respeito, dignidade e felicidade.
segunda-feira, 5 de março de 2012
Ao Doutor Júlio César
Médico conceituado da cidade de Franca-SP com pós-graduação. Opa, falando desse jeito desse cidadão aparentemente parece ser um ótimo profissional
ne? Mas como se diz por ai, as aparências enganam.
Agora é com você Doutor Júlio. Vem cá, como um medico como o senhor conceituado dessa maneira pode praticamente expulsar um paciente do seu consultório só porque não sabe responder as perguntas direcionadas ao senhor? Eu quero muito esta resposta, assim como imagino que meus amigos leitores transexuais também querem. Um médico que pega uma serie de exames em suas mãos e la se consta que a pessoa tem algum tipo de problema e mesmo assim se nega a dar respostas? E simplesmente quando questionado diz 'não venha mais ao meu consultório'?
Olha, meu senhor médico tão conceituado, eu acho que você deveria ter ao menos o mínimo de educação possível com nós transexuais, é um direito nossos encaminhamentos, e uma obrigação sua dar suporte e orientar-nos. É uma vergonha essa sua atitude preconceituosa. Você lê jornais, revistas, vê televisão? Ou ate mesmo faz pesquisas na internet? Pois se não faz tudo isso deveria, você vive no século XXI caro amigo, são profissionais como você que envergonham profissionais de bom senso deste nosso país.
Espero eu e meus leitores que a partir desse post você pense bem nas suas atitudes incoerentes e procure tratar-nos com respeito e dignidade. Você se formou para salvar vidas e ajudar pessoas e isso inclui praticamente expulsar um paciente de seu consultório? Creio eu que não. Deixo aqui registrado mais uma denúncia e junto a minha completa indignação com o fato que chegou ate mim agora. Ao senhor Júlio nós do Blog estamos abertos a ouvi-lo e entender melhor suas atitudes incoerentes
. A todos profissionais pensem bem antes de tratar um transexual com falta de respeito, pois seu nome também poderá estar aqui.
Agora é com você Doutor Júlio. Vem cá, como um medico como o senhor conceituado dessa maneira pode praticamente expulsar um paciente do seu consultório só porque não sabe responder as perguntas direcionadas ao senhor? Eu quero muito esta resposta, assim como imagino que meus amigos leitores transexuais também querem. Um médico que pega uma serie de exames em suas mãos e la se consta que a pessoa tem algum tipo de problema e mesmo assim se nega a dar respostas? E simplesmente quando questionado diz 'não venha mais ao meu consultório'?
Olha, meu senhor médico tão conceituado, eu acho que você deveria ter ao menos o mínimo de educação possível com nós transexuais, é um direito nossos encaminhamentos, e uma obrigação sua dar suporte e orientar-nos. É uma vergonha essa sua atitude preconceituosa. Você lê jornais, revistas, vê televisão? Ou ate mesmo faz pesquisas na internet? Pois se não faz tudo isso deveria, você vive no século XXI caro amigo, são profissionais como você que envergonham profissionais de bom senso deste nosso país.
Espero eu e meus leitores que a partir desse post você pense bem nas suas atitudes incoerentes e procure tratar-nos com respeito e dignidade. Você se formou para salvar vidas e ajudar pessoas e isso inclui praticamente expulsar um paciente de seu consultório? Creio eu que não. Deixo aqui registrado mais uma denúncia e junto a minha completa indignação com o fato que chegou ate mim agora. Ao senhor Júlio nós do Blog estamos abertos a ouvi-lo e entender melhor suas atitudes incoerentes
. A todos profissionais pensem bem antes de tratar um transexual com falta de respeito, pois seu nome também poderá estar aqui.
sábado, 3 de março de 2012
Aos Psicólogos:
Passei vários dias pensando sobre o que escreveria no meu post, pesquisei várias coisas e nada me agradava, até que como em um passe de mágica resolvi falar sobre este assunto. Conversando há um tempo com um amigo FTM daqui da minha cidade, Franca-SP, descobri que muitos dos psicólogos daqui tratam a transexualidade com uma simples frase: “Você é doente, tem que se conformar com isso”.
Fiquei indignado com essa resposta; vem cá senhores e senhoras psicólogos, como um profissional formado e com a mídia (Televisão, internet, jornal) a todo vapor sobre esse assunto, podem dizer uma frase ofensiva dessas?
É uma vergonha ouvir isto de um profissional que se diz tão capacitado e tão coerente, e sem dizer no constrangimento que passamos ao ouvir isto.
Estou aqui para cobrar de vocês mais estudo, mais coerência e mais capacidade de saber lidar com nós trans, pois merecemos muito respeito e desde já esclareço este post não é para todos os profissionais, mas se você leu e não gostou, com certeza você é um desses mal informados e sem nenhum conhecimento.
É como diz um famoso ditado “A carapuça serviu? Pegue e vista”. Agora aos profissionais que nos atendem com carinho e respeito deixo aqui minha enorme gratidão e respeito a vocês que lutam a cada dia como todos nós para que possamos ser reconhecidos e bem vistos na sociedade, vocês sim são um exemplo de bons profissionais.
Logo irei à busca de um psicólogo aqui em minha cidade onde o mesmo fato ocorreu com aquela frase ridícula e postarei aqui para vocês a minha experiência em relação a isto, mas podem esperar pois, se me tratarem com algum tipo de desrespeito postarei aqui nome e onde o profissional trabalha. Fico por aqui desejando muita força a todos nós trans e deixando uma frase para vocês: Busque aquilo que você pode fazer HOJE para que a Transformação aconteça!
É uma vergonha ouvir isto de um profissional que se diz tão capacitado e tão coerente, e sem dizer no constrangimento que passamos ao ouvir isto.
Estou aqui para cobrar de vocês mais estudo, mais coerência e mais capacidade de saber lidar com nós trans, pois merecemos muito respeito e desde já esclareço este post não é para todos os profissionais, mas se você leu e não gostou, com certeza você é um desses mal informados e sem nenhum conhecimento.
É como diz um famoso ditado “A carapuça serviu? Pegue e vista”. Agora aos profissionais que nos atendem com carinho e respeito deixo aqui minha enorme gratidão e respeito a vocês que lutam a cada dia como todos nós para que possamos ser reconhecidos e bem vistos na sociedade, vocês sim são um exemplo de bons profissionais.
Logo irei à busca de um psicólogo aqui em minha cidade onde o mesmo fato ocorreu com aquela frase ridícula e postarei aqui para vocês a minha experiência em relação a isto, mas podem esperar pois, se me tratarem com algum tipo de desrespeito postarei aqui nome e onde o profissional trabalha. Fico por aqui desejando muita força a todos nós trans e deixando uma frase para vocês: Busque aquilo que você pode fazer HOJE para que a Transformação aconteça!
sexta-feira, 2 de março de 2012
FONTE: VIRGULA.UOL
A modelo transexual Felipa Tavares, de 25 anos, é hoje um dos grandes destaques da agência “40 Graus”, no Rio de Janeiro. Aos 17, ainda vestindo-se como um garoto, alistou-se no Exército, tornou-se recruta e vivenciou o que lhe descreveram como “passagem para o inferno”.
Uma transexual no Exército? Não. Embora Felipa ostentasse cabelos compridos e se vestisse de maneira bem andrógina, ela era vista apenas como um homossexual extremamente feminino pelos colegas. E, apesar do ambiente machista, sua entrada não foi dificultada.
“Me alistei, sem querer ou imaginar que fosse ser chamada. E, mesmo sem conseguir fazer dois dos exercícios, eles me apontaram e disseram: ‘bem-vindo ao inferno, você está dentro do quartel’. Foi quando comecei a tremer e me perguntar o que estava fazendo ali”, revela com exclusividade ao Virgula LifeStyle.
Nos primeiros dias, teve um de seus maiores traumas: ver os lindos cabelos cortados e rapados. “Consigo lembrar da cara de prazer deles ao me verem careca”, recorda a top. Ela ressalta que também teve que abandonar o figurino unissex e a postura feminina. “A primeira vez que eu fui para lá, fui de calça apertada, bem andrógina”.
Apesar da difícil rotina que estava por vir, Felipa decidiu parar de se lamentar e encarar o desafio da melhor maneira possível. Com espírito aventureiro, juntou-se aos outros rapazes, realizou todos os exercícios e até se arriscou em assuntos bastante masculinos. “Convivi pela primeira vez com meninos, já que sempre estive na presença de meninas”.
“Tive que falar de futebol, ir pra rua, aprender a estar no meio deles. No começo me assustei, chorava, não gostava, mas aos poucos fui aprendendo a ter essa convivência amigável. Foi bom esse contato para o meu crescimento”, reflete.
‘MEU AMOR POR UM SARGENTO’
Das tarefas que mais gostava como recruta, ela ressalta o curso de escalador e os acampamentos em grupo. “Desenvolvi um espírito aventureira e gostava dessas experiências. Tanto que posso dizer que o curso de escalador foi o melhor de toda a minha vida”, garante.
Em uma das atividades, quebrou o pé e teve que ir à enfermaria. Mal sabia ela o que estava por vir... “O sargento entrou na sala e me aplicou três injeções de uma vez só. Desmaiei lá (risos). Depois, ele foi muito atencioso comigo e cuidou direitinho de mim”.
Em uma festa com temática LGBT, Felipa encontrou o mesmo sargento e não se intimidou em cutucá-lo. “Peguei-o pelo braço e disse: ‘Não vai me dar mais nenhuma injeção, hein? Ele ficou branco, amarelo, roxo (risos). Falou: ‘Pelo amor de Deus não conta para ninguém’ e ficou comigo”, recorda.
A história de amor escondido durou seis meses, sem interrupções ou preconceitos. Só terminou quando Felipa se interessou por outro rapaz do quartel, sem brigas. Hoje, eles são grandes amigos.
VIDA DE MODELO
Felipa garante que, da experiência masculina, ficou apenas o espírito aventureiro. Mas, ao responder se o Felipe seria um bom modelo, ela descarta a possibilidade, mas lembra de momentos curiosos dentro do quartel.
“Acho que não tinha nada a ver com ele... Se bem que eu já gostava de fazer pose no Exército. Tínhamos um fotógrafo, e eu pagava para ele bater foto minha. Tenho mais de 100 imagens de lá. Até foto com o pé quebrado (risos)”.
As passarelas estavam em seu caminho...
Transexuais na Mídia
O mundo do entretenimento, artes visuais, política dentre
outros que sempre ganham destaque na mídia mundial, está cheio de exemplos de
indivíduos trans buscando aceitação e
acima de tudo respeito. Os exemplos são vastos, desde modelos,
militantes, escritores, a cantores, jornalistas, etc.
Alguns, servem de inspiração para muitos de nós que ainda
são muito jovens e estão vendo agora, como o mundo realmente é. No meu caso,
minha inspiração vem da alemã Kim Petras.
Nascida na Colônia, Alemanha, no dia 37 de agosto de 1992,
Kim é a mais jovem pessoa de que se tem notícia a se submeter ao processo
cirúrgico de mudança de sexo. A garota de 19 anos, virou celebridade
instantânea ao ter sua vida pública em seu país desde muito cedo, devido ao seu
tratamento até então inédito em pessoas tão jovens, estima-se que com apenas 12
anos, seu tratamento hormonal começou a ser feito e aos 16 anos, como presente
de natal da família, Kim finalmente se submeteu a cirurgia de readequadação
sexual.
Muito mais que um caso sem precedentes, Kim é uma pessoa especial,
sempre meiga, simpática com a imprensa, a garota é sensação musical em seu
país, começou a cantar muito cedo, já
gravou disco independente e seu mais recente trabalho, o EP One Piece of Tape,
é sucesso de vendas na Itunes Alemã. Kim tem fãs espalhados por todo o mundo,
pessoas que se inspiram em sua história de vida, sua determinação, sua garra e
força, de encarar um mundo tão injusto e preconceituoso.
Existem muitos outros exemplos de transexuais lutando por
visibilidade na mídia, como é o caso do nosso amigo João W. Nery, autor da
biografia “Viagem Solitária” que conta sua própria história, baseada em suas
experiências pessoais, sua transição hormonal, as injustiças que passou e muito
mais, João é considerado o primeiro transexual FTM do Brasil.
Outra personalidade brasileira, com destaque mundial é a top
model Lea T, modelo transexual sensação das semanas de moda do mundo inteiro,
queridinha de editores de revistas como VOGUE e Marie Claire, Lea, filha de um
jogador de futebol famoso no Brasil, é muito humilde, pé no chão e exemplo de
vida. A modelo ainda não se submeteu a sua cirurgia de mudança de sexo, que já
estava marcada para o ano passado, complicações em sua saúde e agenda lotada
foram atribuídos como causa do adiamento.
Existem muitos outros exemplos de militantes e
personalidades trans no mundo da mídia, no Brasil e no mundo, não poderia citar
todos, mas, ao menos citei meus três favoritos que, com certeza, me inspiram a
lutar por igualdade e respeito todos os dias.
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