quinta-feira, 26 de abril de 2012

Justiça de RR autoriza transexual a trocar nome sem cirurgia de sexo

A locutora Sandra Gomez dos Santos, 33 anos, está passando uma nova fase em sua vida depois que o juiz Erasmo Hallysson Campos, da 3ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de Roraima, autorizou a mudança do nome em seus documentos, sem a necessidade de cirurgia de mudança de sexo. A decisão foi tomada no dia 3 deste mês. Nesta terça-feira (17), a transexual conseguiu fazer a correção em seu título de eleitor.

Em ano de eleições municipais, Sandra está feliz por poder votar pela primeira vez assinando o nome que ela considera que a identifica em sua essência. "Será a primeira experiência eleitoral verdadeiramente como mulher", disse a locutora.

Com a decisão do juiz em mãos, Sandra foi ao cartório de registros de Boa Vista no mesmo dia e já pediu a emissão de sua nova certidão de nascimento. "O único detalhe ruim desta decisão é que, apesar de ter mudado meu nome do documento, o sexo continua identificado como masculino. Esse é o lado ruim da decisão pela troca do nome sem a necessidade da cirurgia de readequação genital. Continuo como 'masculino' na certidão e no RG."

Sandra disse ainda que o próximo passo é conseguir a emissão do diploma da faculdade. "Quando me formei, pedi para não emitirem o documento porque queria que fosse com o meu nome de mulher. Agora, já fiz o pedido e é só esperar."

A locutora se considera conhecida em Boa Vista por trabalhar em rádio e por militar pelos direitos homossexuais, mas ainda assim não ficou de fora dos problemas com sua identificação. "Tinha vergonha de apresentar meus documentos. Me sentia péssima, pois sempre tinha de me explicar. Essa decisão judicial foi tudo para mim. E olha que quando somos conhecidos as coisas ficam mais fáceis."

O defensor público Natanael Ferreira, que representou Sandra no processo, disse que o caso da locutora apresentava um "descompasso entre o sexo anatômico e o psicológico". Ele afirmou que este é o primeiro caso em que a Justiça do estado decide pela autorização da mudança de nome sem mudança de sexo. "Há outros casos em andamentos no estado e essa decisão vai servir de jurisprudência", disse ele.

Problemas com Call Center
Além de tratar como vitória a emissão de documentos como o nome de Sandra, a locutora disse que vai deixar de viver um dos problemas que considerava o pior de todos. "Call center. Isso era um verdadeiro problema para mim. Minha voz é feminina e todas as tratativas eram tranquilas até a hora de falar meu nome [José]. Depois de alguns desconfortos com isso, passei a dizer que meu nome não era José e sim Jôse. Aí as coisas ficavam mais fáceis."

Cirurgia de mudança de sexo
"O próximo passo é fazer a cirurgia de readequação genital. Aqui em Roraima não conheço lugar onde poderia fazer isso. Esse tipo de procedimento já é feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas é bem possível que eu entre com pedido de tratamento fora de domicílio para eu poder fazer a cirurgia em outro estado."

Quando conseguir fazer a cirurgia, Sandra terá outro "problema". "Vou ter de entrar com processo novamente para, dessa vez, mudar a minha indicação de gênero nos documentos que já tenho com meu nome de mulher", brincou a locutora.

Transexuais poderão alterar nome sem fazer cirurgia


O Tribunal de Direitos Humanos de Ontário, no Canadá, decidiu que transexuais poderão alterar seus nomes na certidão de nascimento sem haver necessidade de passarem por procedimentos cirúrgicos.
De acordo com o tribunal, a exigência de cirurgia estigmatiza os transexuais e reforça os estereótipos de que só podem viver no gênero em que se sentem eles se operarem.
Ontario é a província mais populosa do Canadá e onde estão a badalada – e maior cidade do país – Toronto e a capital Ottawa.
No Brasil, ter esse direito é a principal bandeira do movimento transexual. O projeto está em tramitação na Câmara dos Deputados.

Transexual ensina ética no lugar de religião em escola do Rio Grande do Sul

A professora Marina Reidel, de Montenegro, de pouco mais de 30 mil habitantes, a 66 quilômetros de Porto Alegre, é transexual, sonha alto e corre atrás. Depois de mais de 30 anos para concluir seu sonho de se transformar em uma mulher, veio um novo desafio em sua vida.

Após batalhar para se graduar em Artes, morar na capital e regressar para sua cidade natal, ao voltar de uma licença para realizar procedimentos para se tornar mais feminina, em 2006, foi escalada para dar aula de religião. Confusa inicialmente, por ser um assunto que discorda que seja parte do currículo de uma escola estadual, não pensou duas vezes: propôs a troca da aula de religião por ética na escola escola estadual Rio de Janeiro, e deu certo. Conseguiu não apenas retirar as aulas de religião do currículo da escola como colocar em pauta temas importantes.
Mestranda em Educação pela Universidade do Rio Grande do Sul, em 2013 ela apresenta sua sobre 40 professoras travestis e transexuais espalhadas por escolas de todo país e depois sonha em concluir seu sonho de fazer a cirurgia de mudança se sexo. Por conta da revolução que promoveu, ao levar assuntos como homofobia, aborto, racismo e drogas no programa das aulas de Ética Cidadania, Marina deve ir trabalhar na Secretaria de Educação do Rio Grande do Sul e ainda sonha com um doutorado.

Cher prestigia filho transexual em premiação GLS





Chaz Bono foi homenageado durante o Glaad Media Awards, realizado no sábado (21), em Los Angeles

QUEM Online; Fotos Getty Images


Cher , 65, fez questão de prestigiar o filho transexual, Chaz Bono, 42, homenageado na 23ª edição da premiação GLS GLAAD Media Awards. O evento, realizado na noite de sábado (21) em Los Angeles, premiou Chaz pelo documentário "Becoming Chaz", que relata todo o processo de mudança de sexo passado por ele em 2009.


No último ano, Chaz causou polêmica nos Estados Unidos ao participar do reality show "Dancing with the Stars". A produção do programa precisou, inclusive, reforçar a segurança dos estúdios para que nenhum "grupo extremista" tentasse algo contra o participante transexual. Emocionada com a participação do filho, Cher não só defendeu Chaz em entrevistas, como oassistiu de perto em uma das apresentações.

Série Glee ganha personagem transexual


Wade ou Unique (como prefere ser chamada) é a primeira personagem transexual de “Glee”. E a estreia foi em alto estilo cantando um hit dos anos 1970, “Boogie Shoes”, do K.C. & The Sunshine Band.
Todo o episódio é com canções da década de 1970 e se chama ““Saturday Night Glee-ver”, um trocadilho com um dos filmes clássicos da década, “Embalos de Sábado à Noite” (Saturday Night Fever).
Alex Newell, que interpreta a personagem, foi um dos vencedores do “The Glee Project”, reality que selecionou quatro novos integrantes para o elenco da série. Newell participará de ao menos mais um episódio

Top transexual desfila moda praia com novo implante de silicone

FONTE: TERRA

Os primeiros desfiles da 10º edição do Minas Trend Preview para a temporada primavera-verão 2012/2013, em que estiveram Adriana Birolli e Victor Pecoraro na platéia, trouxeram uma mistura de moda praia, bolsas com modelagem tridimensional e uma primorosa apresentação de roupas de renda.
A modelo transexual Carol Marra desfilou para Cila com modelo de maiô "engana mamãe" comportado, com estampa na frente, tiras douradas atrás e correntes na lateral.
O desfile da Cila trouxe uma moda de difícil uso, com modelagens recortadas, aplicações de cristais e correntes em demasia.
Martha Medeiros, que abriu a apresentação, encantou a passarela com suas peças de renda renascença e vestidos que demoram até um ano para ficarem prontos. Essa mesma apresentação foi feita para a loja de departamentos Bergdorf Goodman, de Nova York, onde a estilista vai vender sua coleção de inverno.
Para o verão, as peças são retas, em tom pastel, com silhueta peplum, ou seja, volumes na região da cintura até o começo do quadril. Mariana Weickert fechou o desfile com um longo preto transparente.
Rogério Lima apresentou bolsas médias e pequenas com modelagem expandida, fazendo os acessórios ganharem volumes tridimensionais e criarem uma boa presença. No desfile, os modelos masculinos entraram junto com as meninas e levaram as mesmas bolsas que elas, mas feitas em cartolina, como se fossem clones.

O que é Transfobia?


transfobia refere-se à discriminação contra as pessoas transexuais, travestis e transgêneros. Seja intencional ou não, a transfobia pode causar severas conseqüências para quem sofre esta discriminação. As Pessoas transsexuais também podem ser alvo dahomofobia, tal como as pessoas homossexuais podem ser alvo de transfobia, por parte de pessoas que incorretamente não distinguem identidade de género de orientação sexual.
Como outras formas de discriminação, o comportamento discriminatório ou intolerante pode ser direto (desde formas fisicamente violentas até recusas em comunicar com a pessoa em causa) ou indireto (como recusar-se a garantir que pessoas transsexuais sejam tratadas da mesma forma que as outras pessoas)

A Psicologia do Preconceito e da Transfobia



Em 2009 198 pessoas queers foram mortos em atos homofóbicos no Brasil – dentre as pessoas trans assassinados no ano passado, 117 eram gays, 72, travestis, e nove, lésbicas, de acordo com um relatório do Grupo Gay de Bahia (GGB).  De 1980 a 2008, foram mortos 3,196 pessoas trans.  
Em 20 de Julho de 2010 em Campinas SP, a jovem Camille Gerin, de 25 anos, foi agredida brutalmente a pauladas e morreu – vítima de um ato de transfobia.
O que causam pessoas a cometerem esses atos de transfobia?
Para explicar os processos que levam nossa população a cometer esses crimes eu me refiro ao trabalho extenso do psicologista social Elliot Aronson, da Universidade da Califórnia nos Estados Unidos.
A psicologia social estuda situações em que a influencia social toma o palco principal.  Ela explica que pessoas que cometem atos malucos não são necessariamente malucos (a primeira lei de Aronson).
É muito mais fácil atribuir tais atos à loucura – o homem que matou Camille Gerin é louco?  E se ele não é louco, então o que fez ele matar esta garota que não cometeu crime nenhum?
Aronson explica que as pessoas não gostam de ver ou ouvir coisas que conflitam com suas mais profundas crenças ou desejos.
Como um exemplo de crenças eu me refiro à religião no Brasil, que abomina a sexualidade trans completamente.
O que ponto que eu quero fazer é que existe um processo de pensamento que existe não só na nossa sociedade, mas no mundo em geral que faz pessoas normais a cometerem atos abomináveis.
Uma pessoa normal não mataria uma outra pessoa – pois tal ato cria o que a psicologia social chama de dissonância – que nós podemos caracterizar como um sentimento ruim de ter feito algo mau.
O homem que matou Camille não se sentiu mau ao matá-la pois para matála ele teve que pensar nela não como um ser humano, mas como um abjeto.
Aronson se refere a isso como o processo de desumanização.  Quando você desumaniza uma pessoa você cria uma justificativa pra cometer esses atos abomináveis – e por esse processo você elimina a dissonância associada a esse ato.
Quer dizer, uma pessoa normal, como você ou eu, pode passar por esse processo de pensamento que deshumaniza uma outra pessoa, que faz com que cometer um crime (ou mais tipicamente, fazer ou pensar coisas ruins) contra outa pessoa seja algo justificável e até correto, no pensamento dessa pessoa.
O conhecimento desses processos de transfobia e preconceito, se entendidos e disseminados à população geral,  é crucial para combater esse tipo de crime.
Então sabemos que existe um processo de pensamento que pode levar uma pessoa normal a cometer um crime de transfobia.  Mas o que leva uma pessoa a ser transfóbica?
A transfobia é um tipo de preconceito, e a psicologia social explica que o preconceito é uma atitude hostil ou negativa para com um grupo distinguível de pessoas baseado em generalizações formadas por informações falhas ou incompletas.
O preconceito então provem diretamente de nossos estereótipos, que é fruto da natureza humana de classificar e simplificar as coisas.  Em vez de pensar em pessoas trans como indivíduos com personalidades diferentes nós naturalmente classificamos essas pessoas trans de acordo com um estereótipo que diminui estas pessoas à apenas alguns adjetivos que são frequentemente derrogatórios.
Uma vez que uma pessoa é altamente preconceituosa contra um certo grupo de pessoas ela é virtualmente imune a informações que mudem o seu querido estereótipo.
Talvez a pior das soluções já propostas para resolver estes problemas de preconceito é a segregação de pessoas trans para escolas diferentes.  A segregação serve para reinforçar o preconceito e elimina a possibilidade de convivência com essas pessoas trans, e com isso, também elimina a possibilidade de aprender a eliminar este preconceito por convivência.
Aronson explica que a convivência na escola é um dos passos para eliminar o preconceito – mas que o mais importante é o que ocorre durante esta convivência.
As escolas são altamente competitivas e esta competividade apenas serve para aumentar problemas de preconceito por criar hostilidade entre alunos e entre grupos.
A solução, de acordo com Aronson, é a interdependência mutual – se a escola mudar seu paradigma competitivo para um paradigma cooperativo, o preconceito é eliminado, pois os alunos da escola começarão a ver estas pessoas trans como pessoas individuais em vez de um estereótipo derrogatório associado a elas.
Aronson concretamente demonstra esta solução em seu experimento de psicologia social em uma escola.
É nosso papel como futuros educadores e cidadãos de nosso país aprendermos estas técnicas de interdependência mutual e aplicá-las em nossas escolas para eliminar o preconceito não só contra pessoas trans, mas contra todas as minoridades de nossa sociedade.